Quem começa a conhecer os gráficos de radiestesia provavelmente encontrará, em algum momento, uma escala formada por números e acompanhada do nome Bóvis. Ela pode aparecer como uma régua, um gráfico semicircular ou em versões mais elaboradas, mas sua proposta é semelhante: oferecer uma escala graduada para determinados tipos de leitura com o pêndulo.
Esse instrumento é conhecido como Biômetro de Bóvis, Escala de Bóvis ou, em alguns materiais, Régua de Bóvis.
Diferentemente de uma consulta em que o pêndulo é utilizado apenas para obter respostas como sim e não, o Biômetro permite trabalhar com uma faixa de valores. Dentro das práticas radiestésicas que utilizam esse sistema, esses valores são interpretados de acordo com a escala escolhida e com a metodologia adotada pelo praticante.
Neste artigo, você vai entender o que é o Biômetro de Bóvis, para que ele é utilizado, o que significam as chamadas Unidades Bóvis e como realizar uma leitura básica com o pêndulo.
Se você ainda não está familiarizado com esse tipo de instrumento, vale conhecer primeiro os gráficos de radiestesia e suas diferentes formas de utilização.
O que é o Biômetro de Bóvis?
O Biômetro de Bóvis é uma escala utilizada na radiestesia para realizar leituras graduadas com o auxílio do pêndulo.
Em vez de apresentar apenas duas alternativas, como sim e não, o gráfico oferece uma sequência de valores. O praticante utiliza o pêndulo para buscar uma indicação dentro dessa escala e, depois, interpreta o número encontrado conforme o sistema com o qual está trabalhando.
Essa diferença é importante.
Em uma pergunta binária, o objetivo pode ser identificar uma resposta entre duas possibilidades. Em um biômetro, procura-se uma posição dentro de uma graduação.
É por isso que o Biômetro de Bóvis pertence à mesma família de recursos que encontramos quando estudamos escalas e outros gráficos de consulta radiestésica.
Dependendo do material consultado, você poderá encontrar nomes como:
- Biômetro de Bóvis;
- Escala de Bóvis;
- Régua de Bóvis;
- escala vibracional Bóvis.
Essas denominações nem sempre correspondem a gráficos visualmente idênticos. Existem diferentes versões, formatos e ampliações da escala.

De onde surgiu a Escala de Bóvis?
A história do Biômetro é menos simples do que algumas explicações disponíveis na internet fazem parecer.
A criação do instrumento é tradicionalmente associada a A. Bovis, um radiestesista francês ligado a Nice. Entretanto, as fontes históricas e os materiais posteriores não são uniformes nem mesmo em relação ao primeiro nome de Bovis: aparecem atribuições a Alfred, Antoine, André e outras variações.
Há registros históricos de patentes francesas no nome de Justin Antoine Alfred Bovis, enquanto outras reconstruções da história da radiestesia apresentam identificações diferentes. Por isso, é mais prudente evitar tratar uma única versão biográfica como definitivamente estabelecida. Rex Research
O que interessa para compreender o instrumento é que Bovis desenvolveu um sistema graduado associado ao uso radiestésico do pêndulo. Posteriormente, André Simoneton aparece em diferentes fontes ligado ao desenvolvimento e à divulgação de escalas desse tipo. Versões e ampliações posteriores também surgiram ao longo do tempo. Subtil
Essa evolução ajuda a explicar por que hoje não encontramos apenas um único desenho chamado “Biômetro de Bóvis”.
Para que serve o Biômetro de Bóvis na radiestesia?
Dentro das linhas radiestésicas que adotam essa escala, o Biômetro de Bóvis é utilizado para atribuir um valor a uma determinada leitura.
Praticantes podem empregá-lo em pesquisas relacionadas a ambientes, objetos, alimentos, plantas, pessoas ou outros elementos que estejam sendo avaliados dentro da prática.
É comum encontrar expressões como nível vibracional, vitalidade, qualidade energética ou taxa vibratória associadas a essas leituras.
Esses termos pertencem à linguagem utilizada por determinadas tradições radiestésicas. Portanto, quando dizemos que o Biômetro é utilizado para avaliar um “nível vibracional”, estamos descrevendo uma interpretação dentro da radiestesia, e não uma medição física convencional realizada por um instrumento científico.
Essa distinção será especialmente importante para entendermos as chamadas Unidades Bóvis.
O que são as Unidades Bóvis (UB)?
Os valores obtidos com a escala costumam ser expressos em Unidades Bóvis, frequentemente abreviadas como UB.
Em uma versão bastante difundida do Biômetro, a escala vai até 10.000 unidades, embora existam versões com outros intervalos e escalas ampliadas. Materiais radiestésicos atuais continuam apresentando, por exemplo, graduações que passam por 1.000, 2.000, 3.000 e assim sucessivamente até 10.000. Subtil
O número encontrado é então interpretado de acordo com a metodologia adotada.
Mas existe uma confusão frequente quando se tenta explicar o que essas unidades representam.
Unidade Bóvis é uma unidade científica de energia?
Não.
A Unidade Bóvis não é uma unidade científica padronizada de energia, frequência ou radiação.
Historicamente, diferentes materiais relacionados à escala fizeram associações com o ångström, uma unidade real de comprimento utilizada na física e equivalente a 10⁻¹⁰ metro.
Essa associação acabou permanecendo em muitos materiais de radiestesia. Ainda hoje encontramos gráficos e explicações que apresentam valores da escala como se fossem diretamente expressos em ångströms. Portal da Radiestesia
Isso, porém, não significa que uma leitura radiestésica de 7.000 UB corresponda a uma medição física de 7.000 ångströms realizada pelo pêndulo.
Por isso, no Universo Holístico, utilizaremos preferencialmente a expressão Unidades Bóvis (UB), dentro da convenção radiestésica.
É uma maneira de respeitar a terminologia da prática sem confundir a escala com uma unidade científica convencional.
O que significa 6.500 na Escala de Bóvis?
Quem pesquisa sobre o Biômetro rapidamente encontra um número repetido em diversos materiais: 6.500.
Dentro de determinadas tradições radiestésicas, 6.500 UB é utilizado como um valor de referência associado à vitalidade ou ao equilíbrio humano. Essa interpretação aparece repetidamente em materiais antigos e contemporâneos relacionados à escala. Portal da Radiestesia
O cuidado está na forma como esse número é interpretado.
Algumas tabelas encontradas na internet transformam a escala em algo semelhante a um diagnóstico: valores abaixo de determinada faixa seriam associados diretamente a doenças, enquanto valores superiores seriam considerados prova de boa saúde.
Essa leitura exige cautela.
Uma medição realizada com o Biômetro de Bóvis não é um exame médico, e um número abaixo ou acima de 6.500 UB não permite diagnosticar ou excluir uma doença.
Assim, é possível explicar que 6.500 possui uma função de referência dentro de determinadas escolas de radiestesia sem transformá-lo em um limite médico universal.
Por que existem diferentes Biômetros de Bóvis?
Ao procurar um Biômetro para estudar ou utilizar, você pode encontrar gráficos bastante diferentes entre si.
Alguns são apresentados como réguas lineares. Outros utilizam uma escala semicircular. Há versões que terminam em 10.000 UB, enquanto outras trabalham com valores superiores.
Isso acontece porque o instrumento passou por adaptações e ampliações ao longo do tempo. Existem inclusive biômetros contemporâneos que reorganizam as graduações ou acrescentam novas faixas de interpretação. Scribd

Escala tradicional e escalas ampliadas
Uma escala até 10.000 é uma das formas mais conhecidas do Biômetro e continua aparecendo em materiais atuais. Entretanto, esse limite não é universal. Subtil
Versões posteriores passaram a trabalhar com valores mais elevados e outras divisões.
Isso significa que encontrar dois Biômetros diferentes não quer dizer necessariamente que um deles esteja “errado”.
Antes de interpretar qualquer resultado, é importante saber qual escala está sendo utilizada, como ela foi construída e qual metodologia acompanha aquela versão.
Comparar diretamente números obtidos em sistemas diferentes sem considerar essas diferenças pode gerar interpretações confusas.
Como usar o Biômetro de Bóvis com o pêndulo
Não existe apenas uma maneira de trabalhar com o Biômetro. Escolas e métodos de radiestesia podem orientar pequenas variações no procedimento.
Ainda assim, podemos compreender uma sequência básica.
1. Escolha a escala que será utilizada
Observe primeiro o Biômetro que você tem em mãos.
Veja onde a escala começa e termina, quais são suas divisões e se existem áreas específicas destinadas ao posicionamento de um testemunho ou a outras informações.
Não comece pela interpretação de um número encontrado na internet. Comece entendendo o gráfico que está realmente diante de você.
2. Defina claramente o que será pesquisado
Antes de movimentar o pêndulo, determine o objeto da pesquisa.
Perguntas muito amplas ou mal formuladas tornam a interpretação mais difícil.
Se você ainda tem dúvidas sobre essa etapa, veja também como fazer perguntas ao pêndulo e evitar formulações confusas.
3. Posicione o Biômetro e o testemunho, quando necessário
Algumas metodologias utilizam um testemunho durante a leitura.
Na radiestesia, esse nome é dado a um elemento utilizado para representar aquilo que está sendo pesquisado. Dependendo da linha adotada, podem ser utilizados diferentes tipos de testemunho.
Alguns Biômetros possuem inclusive uma área reservada para ele. Existem versões atuais da escala que identificam explicitamente uma região chamada “testemunho”. Subtil
Não precisamos aprofundar esse assunto agora, porque o testemunho merece uma explicação própria. Ele será tema de outro conteúdo do Universo Holístico.
4. Posicione o pêndulo
Segure o pêndulo de maneira confortável, permitindo que ele se movimente livremente.
Não é necessário apertar a corrente nem tentar produzir conscientemente um movimento específico.
Se você ainda está começando, consulte nosso passo a passo sobre como usar o pêndulo antes de trabalhar com escalas mais detalhadas.
5. Observe a indicação na escala
Com a pergunta ou intenção da pesquisa definida, observe o comportamento do pêndulo em relação ao Biômetro.
Dependendo do método utilizado, o praticante pode trabalhar a partir de um ponto específico da escala ou percorrê-la até identificar a indicação correspondente.
Algumas instruções tradicionais descrevem movimentos específicos para localizar um valor. Entretanto, não é adequado transformar uma dessas convenções em regra universal para todos os praticantes.
Como vimos quando estudamos os movimentos do pêndulo e suas possíveis interpretações, o significado de uma oscilação depende da convenção e do método utilizado.
6. Registre a leitura
Se você pretende estudar o Biômetro com alguma regularidade, vale manter um registro.
Anote a data, aquilo que foi pesquisado, a pergunta utilizada, a versão da escala e o valor observado.
Esse hábito ajuda a comparar suas próprias leituras sem depender apenas da memória e permite perceber se você está modificando inadvertidamente a forma de formular perguntas ou interpretar o gráfico.

Exemplo simples de utilização
Imagine que uma pessoa queira estudar, dentro da prática radiestésica, a leitura de um determinado objeto.
Primeiro, ela escolhe a versão do Biômetro com a qual pretende trabalhar. Depois, define claramente qual objeto será pesquisado e qual é a finalidade da consulta.
Caso sua metodologia utilize testemunhos, posiciona o correspondente no local indicado.
Em seguida, trabalha com o pêndulo sobre a escala e observa em qual região ocorre a indicação utilizada por seu método para estabelecer a leitura.
O ponto importante desse exemplo não é chegar a um número específico.
Se disséssemos simplesmente que o pêndulo indicou, por exemplo, determinado número e que isso possui obrigatoriamente um único significado, estaríamos ignorando justamente uma das características do trabalho com escalas: o resultado precisa ser interpretado dentro do sistema utilizado.
Como interpretar uma leitura no Biômetro?
Antes de interpretar um valor, considere três elementos:
a escala utilizada, a metodologia adotada e o contexto da pesquisa.
Esse princípio evita um erro bastante comum: realizar uma leitura em determinado gráfico e depois procurar na internet qualquer tabela que contenha o mesmo número.
Uma interpretação encontrada em uma escola pode não corresponder à metodologia de outra.
Também é importante separar a observação do resultado de nossas expectativas sobre ele. Se determinado número é considerado “bom” ou “ruim” antes mesmo da consulta, é fácil começar a conduzir a prática esperando encontrar uma faixa específica.
Registrar as leituras e manter perguntas claras pode ajudar a desenvolver uma prática mais organizada.
O Biômetro de Bóvis pode ser usado para avaliar pessoas?
Existem linhas de radiestesia que utilizam o Biômetro em pesquisas relacionadas a pessoas e àquilo que interpretam como vitalidade ou condição energética.
Esse uso faz parte da tradição radiestésica e aparece em diferentes materiais relacionados à Escala de Bóvis. Subtil
Isso não transforma, porém, a leitura em avaliação clínica.
O Biômetro de Bóvis não deve ser utilizado para diagnosticar doenças, confirmar que alguém está saudável ou decidir pela interrupção de medicamentos, exames ou tratamentos.
Quando existe uma questão de saúde, a leitura radiestésica pode permanecer, para quem adota essa prática, no campo de sua abordagem espiritual ou energética. O acompanhamento adequado de sintomas, diagnósticos e tratamentos continua pertencendo aos profissionais de saúde habilitados.
Biômetro de Bóvis, relógio radiestésico e outros gráficos são a mesma coisa?
Não exatamente.
Todos podem aparecer dentro do universo dos gráficos e escalas utilizados na radiestesia, mas não precisam cumprir a mesma função.
O Biômetro de Bóvis trabalha com uma escala numérica própria e suas diferentes adaptações.
Um relógio radiestésico pode organizar alternativas, categorias, números ou faixas de resposta de outra maneira, dependendo de sua finalidade.
Já outros gráficos radiestésicos podem ser utilizados para seleção, avaliação, harmonização ou outras práticas, conforme a linha seguida.
É por isso que aprender a utilizar gráficos não significa decorar uma única regra para todos eles. Cada instrumento precisa ser compreendido dentro da finalidade para a qual foi construído.
O relógio radiestésico será um dos próximos instrumentos que vamos estudar separadamente no Universo Holístico.
Biômetro de Bóvis pertence à radiestesia ou à radiônica?
O Biômetro é geralmente apresentado como um instrumento de consulta e medição dentro da radiestesia.
Entretanto, ele também pode aparecer em cursos, materiais e sistemas que trabalham radiestesia e radiônica de maneira integrada.
Isso acontece porque as fronteiras entre essas práticas não são apresentadas da mesma forma por todas as escolas.
Uma maneira útil de compreender essa relação é pensar que o Biômetro é utilizado principalmente para obter uma indicação dentro de uma escala, característica bastante associada ao aspecto investigativo da radiestesia.
Já determinados gráficos e procedimentos radiônicos são empregados, dentro dessas tradições, com intenção de emissão ou harmonização.
Essa separação não é absoluta. Se você quiser aprofundar essa diferença, veja radiestesia e radiônica: qual é a diferença?.
Cuidados ao utilizar e interpretar a Escala de Bóvis
O Biômetro pode ampliar as possibilidades de estudo de quem já começou a trabalhar com o pêndulo, mas números passam facilmente uma impressão de precisão maior do que realmente possuem.
Uma leitura de “7.200”, por exemplo, parece mais precisa do que simplesmente dizer “alto” ou “baixo”. Isso não significa, por si só, que o valor corresponda a uma medição física objetiva.
Por isso, alguns cuidados são importantes:
- saiba qual versão da escala está utilizando;
- formule claramente aquilo que pretende pesquisar;
- não misture interpretações de metodologias diferentes sem compreender suas diferenças;
- registre as leituras quando estiver estudando;
- não transforme valores radiestésicos em diagnósticos médicos;
- não utilize uma leitura do pêndulo como único fundamento para decisões importantes de saúde, segurança, finanças ou questões legais.
Também não é necessário interpretar cada resultado como uma verdade definitiva.
Na prática radiestésica, contexto, método e experiência do operador fazem parte do processo.
Vale a pena aprender a usar o Biômetro de Bóvis?
Para quem já aprendeu os movimentos básicos do pêndulo e deseja conhecer formas de trabalhar com respostas graduadas, o Biômetro de Bóvis pode ser um próximo instrumento interessante de estudo dentro da radiestesia.
O mais importante no início não é decorar uma grande quantidade de faixas e significados.
É compreender como funciona a escala, estabelecer com clareza o que está sendo pesquisado e aprender a interpretar o resultado dentro da metodologia escolhida.
Se você ainda está nos primeiros passos, comece pelo guia para usar o pêndulo. Se já se sente confortável com o instrumento e quer conhecer outras possibilidades, aprofunde-se nos gráficos de radiestesia.
A partir daí, temas como testemunhos, relógios radiestésicos e outras escalas começam a fazer muito mais sentido.
Conclusão
O Biômetro de Bóvis é uma das escalas mais conhecidas dentro da radiestesia e permite trabalhar com leituras graduadas em vez de respostas exclusivamente binárias.
Seus valores são normalmente apresentados em Unidades Bóvis (UB), dentro da convenção radiestésica. Embora existam relações históricas entre a escala e o ångström, as Unidades Bóvis não devem ser confundidas com uma unidade científica padronizada de energia ou frequência.
Também não existe apenas uma única versão do Biômetro. Escalas diferentes surgiram e foram ampliadas ao longo do tempo, o que torna importante conhecer o gráfico e a metodologia utilizados antes de interpretar qualquer resultado.
Para quem está construindo uma base de estudos em radiestesia, compreender esse instrumento também abre caminho para outros conceitos que aparecerão cada vez mais: testemunhos, relógios radiestésicos, escalas e diferentes formas de trabalhar com gráficos.



